23 de dezembro de 2011

Sorteio de fim de ano: suas odisseias contadas por fotos


Boas odisseias de fim de ano são cheias de sol, praia e... sorteios. Para celebrar o primeiro Natal e Ano Novo do blog, você está convidad@ para participar do sorteio, realizado em conjunto com a cat-us , de duas Máquinas Fotográficas Sony Cyber-shot – DSC-W560 – 14.1 Megapixels – 4x Optical Zoom – 3.0LCD screen. Caso você seja @ ganhador, uma das câmeras será sua e a outra do proprietário do site.



Para participar, responda “Qual site você quer que ganhe com você?”. A resposta, O Contador de Odisséias.
Participe do sorteio e, quem sabe, conte suas odisseias por fotos de uma Sony Cyber-shot.







19 de dezembro de 2011

Sanitário de três rodas: uma motocicleta-privada


Ousada e inovadora, a Toilet Bike Neo surge com um novo conceito de energia verde - e assento. Quem vê o veículo de três rodas logo nota a "privada" onde o condutor se acomoda e produz algo capaz de fazer a engenhoca entrar em movimento: o biogás. Biogás, palavra singela para o que neste caso, num termo mais comum, seria fezes.
A empresa japonesa TOTO, responsável pela criação do automóvel, é acompanhada por um rolo de papel higiênico gigante para tornar o a produção da energia limpa ainda mais "limpa". Além disso, a motocicleta executa músicas, "escreve" mensagens no ar através por meio de imagens de luz residual e conversa sobre temas como clima e negócios.

6 de dezembro de 2011

Ilhas móveis, bilionárias e surreais


         Para onde fugiriam os ricos deste planeta diante da suposição de que impostos sobre elas aumentariam? Para ilhas móveis, é claro. A resposta é de Scott Adams, cartunista estadunidense, criador da série Dilbert. Num artigo de sua autoria publicado blog Life and culture , do The Wall Street Journal, Scott baseia a sua afirmativa no fato de que “o país está sem dinheiro, pobres não o têm, ricos têm, e a classe média descobriu como o voto funciona”. Impossível? Surreal? Adams afirma que “se um bilionário pode escapar da tributação deixando o seu país para trás, ele economizará mais que o suficiente de dinheiro para pagar por sua fortaleza flutuante de maravilhas.
         Porque, porém, não se mudaria a nobreza para países mais “humildes”? Scott vê isto uma escolha irreal, considerando que uma classe abastada não se sujeitaria a encarar guerras, terrorismo, poluição e secas. Sendo assim, a conclusão que ele chega é que o oceano é o lugar mais seguro do mundo. “Mas e os furacões? E os piratas?”, você se pergunta. O fenômeno natural marítimo não é problema quando se usa corretamente a tecnologia de dessalinização. Quanto aos ladrões do alto-mar, se “um bilionário tem dinheiro suficiente para comprar uma embarcação do tamanho de uma ilha, ele provavelmente tem o suficiente para equipá-lo com força-aérea, radar, sonar...”, afirma Scott – ironicamente.
         Mas como nem toda a ironia corresponde à irrealidade, o cartunista também fala de possíveis breves avanços tecnológicos que acompanhariam o das ilhas móveis, como jardins hidropônicos, pesca flutuante e energia gerada pela força das ondas. Só o dinheiro para pagar tudo isso que provavelmente não nascerá em árvore.

Planta real para uma ilha irreal

4 de dezembro de 2011

Como surgiu o trollface?



        Eis que, um dia, um rapaz se arrisca a rabiscar no Paint o que deveria ser um desenho chamado Rape Rodent. Tentativa frustrada. O resultado disso foi um rosto provido de um sorriso atrevido, que mais tarde seria um dos mais conhecidos do mundo virtual.
Trollface, ou Coolface, este meme foi criado por Whinne, membro do Deviantart, uma comunidade de arte online. A caricatura começou a ser popularizada em 2008, no portal virtual 4chan, onde teve a sua primeira aparição. Aquele novo desenho de um rosto com o sorriso largo parecia ser bem sugestivo para os internautas: engraçado, travesso e, por que não, irônico. Características estas que definem bem a boa “trollagem”. “Originalmente, o Trollface foi uma representação exata de como alguns indivíduos, quando se engajando numa comunidade conhecida por ter uma grande presença de trolls, usam o pretexto de “trollar” para se desculparem de um raciocínio pobre.”, disse Whinne a uma entrevista concedida ao Deviantart. Um exemplo disso seria um debate entre dois membros, dos quais um percebe a invalidade de seus argumentos e, como desculpa, diz que estava apenas "trollando" o adversário  por diversão.
As histórias em quadrinhos nas quais o Trollface aparece foram criadas com o objetivo de que as pessoas entendessem e lidassem com tais situações de uma forma mais simples e sem estresse. Um acontecimento que seja irritante, e ao mesmo tempo comum a várias pessoas são abordadas nas historinhas "[...] e pessoas podem rir sobre isto sem ficarem frustradas”, afirmou Whinne. Prova disso são os milhares de quadrinhos que, pensados, criados, editados e publicados, hoje circulam pela internet e são altamente aceitos em blogs e redes sociais.

19 de outubro de 2011

Um novo fim para endereços eletrônicos

Considerada uma das maiores mudanças da internet em todo o mundo, a criação de novos sufixos para as URLs prometem acabar com o monopólio ponto com na rede. A decisão foi feita pela agência responsável pela vigência dos endereços eletrônicos, a ICANN - Internet Corporation for Assigned Names and Numbers –, e os registros poderão ser feitos a partir de janeiro de 2012.
O interessante é que não importa a palavra nem o idioma dela: qualquer vocábulo poderá estar na terminação de um endereço eletrônico. Se, por exemplo, sua empresa de turismo se chamar Subway, basta escolher sufixos como .turismo, .travel ou até . туризм para que se diferencie de uma rede de restaurantes fast food com o mesmo nome.
                Mas claro, nem tudo é simples assim: o valor a se pagar por cada novo registro será de aproximadamente R$ 220mil, além de R$ 45mil por ano. A medida é uma precaução que procura evitar a ação de “cambistas” virtuais, pessoas que comprariam registros com nomes correspondentes aos de grandes empresas pelo preço de custo e depois os revenderiam por um valor muito mais alto.

25 de agosto de 2011

Super câmera lenta: o que os olhos não vêem, ela grava com detalhes



Muito além do que vêem os olhos humanos, a Super Câmera Lenta captura detalhes incríveis do que filma. Isto acontece porque a alta potência dessas filmadoras a permitem fazerem gravações de até 20.000 quadros por segundo (FPS), enquanto as câmeras amadoras ou ainda profissionais são capazes de registrar apenas 30 FPS. 'Como assim?', você se pergunta. Entenda: é como se uma super câmera lenta de 5000 FPS gravasse, durante um segundo, cinco quadros a cada milésimo de segundo.
Além da grande capacidade de registro de quadros, este tipo de câmera também possui alta resolução. As super câmeras lentas são bastante utilizadas em programas esportivos e de curiosidades.


Fogo em super câmera lenta, gravado numa Sony FC1000:




Pacotes de salgadinhos sendo abertos em 600 FPS:




Água em super câmera lenta, em 2000-4000 FPS:

21 de agosto de 2011

Multi-bilionário e sem teto


         Se ser multi-bilionário é sinônimo de ter mansões espalhadas pelo mundo, trocar suas Ferraris de mês em mês e viajar os quatro cantos do mundo com um jatinho particular, saiba o que o francês Nicolas Berggruen fez com toda a sua fortuna – ou deixou de fazer.

         Depois de fundar e se tornar presidente da Berggruen Holdings, Berggruen faturou bilhões. Até que um dia ele perdeu a atração em possuir grandes coisas materiais, o que o levou a vender não só o seu carro, mas também a sua mansão na Flórida, EUA. Um rico sem teto, Berggruen hoje vive nada mais que em hotéis. A falta de interesse em adquirir novos bens explica-se quando ele diz, em entrevista a Robert Frank1, jornalista do The Wall Street Journal “...que nós vivemos num mundo materialista. Mas para mim, possuir coisas não é assim tão interessante. Viver num ambiente grande para mostrar a mim mesmo e a outros que eu tenho riqueza não é atrativo. Qualquer coisa que eu possuo é temporário(...).”
         Aos 46, Nicolas Berggruen tem planos de que sua fortuna seja deixada para caridade e a sua coleção de arte para um museu alemão. Segundo a revista americana Forbes, o patrimônio líquido de Nicolas Berggruen, até 2010, foi de 2,2 bilhões de dólares.


1 escreve no blog The Wealth Report, do The Wall Street Journal, que trata de economia e cultura ligados à riqueza.

2 de junho de 2011

Como ter 3 meses a mais por ano

                A idéia parece tentadora para quem precisa de mais algumas horas em seu dia: o sono polifásico propõe que seu praticante durma várias vezes num período de 24 horas, o que pode economizar, em um ano, até três meses de sono. Os cronogramas variam entre 4 cochilos de 30 minutos (chamado Dymayion) e 6 cochilos de 20 (Uberman, o mais praticado) e sua prática saudável pode levar, segundo médicos, até seis meses.
                Segundo André Baudisch1, que já experimentou o sono polifásico, é aconselhável segui-lo quando em situações especiais, “como algum grande projeto, estudos (vestibular), viagens especiais e outros tipos de compromissos que exijam muito tempo”. Engana-se quem pensa que é fácil seguir a este estilo de vida: na fase de adaptação, o cérebro resiste ao curto tempo de sono, já que está acostumado a horas mais longas, além de haver maior cansaço do praticante e, muitas vezes, frustração e arrependimento. Aproximadamente 14 dias depois, o cérebro já se acostumou com o sistema polifásico do sono e começa a proporcionar melhoras na memória e na capacidade de apreensão de informações do indivíduo.
                Outros benefícios do sono polifásico é a maior disposição e mais energia para praticar atividades diversas, maior aproveitamento do dia (obviamente) e maior organização das tarefas. O lado negativo, segundo Baudisch e outros praticantes, é a fase de adaptação, o tédio e a desconexão com o mundo, já que quem é adere aos cochilos em horas variadas do dia acaba criando uma rotina particular, ficando acordado em algumas horas em que a maioria das pessoas estão dormindo.

Nota:
1André Baudisch

13 de maio de 2011

Pessoas bonitas são menos inteligentes?

         A verdade pode parecer uma injustiça das leis naturais, mas pessoas bonitas são, de fato, mais inteligentes. É isto o que prova um estudo da Escola de Economia de Londres, no Reino Unido.  Tendo analisado mais de 50 mil pessoas nos Estados Unidos e na Inglaterra, a pesquisa explica o porquê de a atração física condizer com o QI (Quociente de Inteligência) de um indivíduo.
         “Há uma clara positiva associação entre atração física e inteligência. Quanto mais atrativa fisicamente (...), mais inteligente”, declara Satoshi Kanazawa, psicólogo da Escola, em um artigo publicado no site Psychology Today. Uma equipe da Universidade da Carolina do Norte, a National Longitudinal Study of Adolescent Health (Add Health),  confirma o que Kanazaya disse. Os pesquisadores estudaram jovens medindo o seu QI e avaliando a sua atratividade física numa escala de 5 pontos, sendo 1 para os menos atraentes e 5 para os mais. O resultado foi surpreendente. Para aqueles classificados como “muito pouco atraentes”, o QI médio foi 94,2 e para os “muito atraentes”, 100,7.
         Baseando-se na grande diferença entre as duas classificações, é impossível deixar de confirmar a associação entre beleza e inteligência. E isso retoma à iníqua realidade da vida. Se inteligência muitas vezes escolhe beleza, que pensem os feios: “pelo menos ainda me resta ser feliz”.

2 de maio de 2011

O tuiteiro que cobriu a morte de Bin Laden - mas não sabia

         Abbottabad, 1 da manhã e... um novo tweet. É o que se pode ver pelo que foi publicado no microblogging Twitter de Sohaib Athar, morador local que descreveu em tempo real partes do ataque estadunidense responsável pela morte do terrorista Osama Bin Laden. O mais curioso disso é que a operação aconteceu a quilômetros da casa de Athar e, mesmo narrando o acontecido, ele não fazia idéia do que estava acontecendo. "Helicóptero sobrevoando Abbottabad a 01:00 (é um evento raro)”, escreveu quando provavelmente percebeu algo estranho no ar, literalmente.
         "Um enorme barulho de sacudir janelas aqui em Abbottabad. Eu espero que isso não seja o início de algo desagradável :-S” declarou Athar no momento em que um dos aviões explodiu, quando já se sabia que eles eram norte-americanos. E momentos depois, ironizou: "Eu acho que Abbottabat vai ficar tão lotada quanto Lahora que deixei para trás por um pouco de paz e silêncio”, referindo-se a quando se mudou de Lahore, sua cidade natal, para Abbottabad, onde há uma base militar. E então, eis que sua “estratégia de ficar seguro” não passou de teoria.
         Depois de ter sido "descoberto" na internet por seus tweets, Sohaib Athar hoje recebe inúmeros convites de entrevistas de organizações internacionais de mídia. Hoje (2 de maio), ele publicou que “Bin Laden morreu. Não fui eu que o matei. Agora deixem-me dormir”. E isto suscita uma idéia nada original, absurda, mas ainda assim possível: se, por acaso, aparecerem dois aviões sobrevoando a sua pacata cidadezinha, não deixe de tuitar. Ou você vai perder esta chance de ganhar mais seguidores e ficar famoso de bobeira?

27 de abril de 2011

Os esportes e competições mais excêntricos do mundo




Arremessar anões, correr loucamente em busca de um queijo e jogar hóquei de monociclo parecem loucura para alguns e motivo de risada para outros. No entanto, há quem os considere coisa séria e os pratique por paixão. Estes são os adeptos aos esportes e competições mais exdrúxulos do mundo.

Proibido em alguns territórios do EUA, como na Flórida, esta prática é considerada humilhante aos anões que se prestam a ela. Vista como forma de diversão, o arremesso de anões consiste em amarrá-los num arreio e arremessá-los num colchão. Quem jogar o anão mais longe vence o concurso. Popular em campus de universidades americanas e em bares, o “esporte” pode causar danos à coluna vertebral de quem o pratica.


Criada e realizada na Inglaterra, a competição consiste no arremesso de um queijo morro abaixo, acompanhado de competidores que correm, rolam e chegam até a usar a violência para alcançá-lo. Vence quem conseguir pegar o queijo primeiro. Toda essa confusão resulta em jogadores seriamente machucados, e até com membros quebrados. O Prêmio, porém, não cobre maiores prejuízos como esse. O vencedor ganha apenas o queijo que conseguiu “capturar”.

Como se já não bastasse a dificuldade de jogar hóquei com um patins, agora virou moda fazê-lo com monociclo. Como o próprio nome já diz, os esportistas movem-se por meio de um monociclo e o jogo segue a lógica do tradicional hóquei no gelo. Hoje, o esporte perdeu muitos adeptos e a sua maioria encontra-se na Europa.

O jogo acontece no fundo de uma piscina de até 3,65m de profundidade. O esporte exige muito esforço e resistência física do jogador, que têm como objetivo fazer gols dentro de uma baliza de 3m de comprimento, com o disco apropriado para o hóquei subaquático. 

22 de abril de 2011

Curiosidades sobre A bruxa de Blair, o filme;

                "Em outubro de 1994, três estudantes entraram nas florestas de Burkittsville, Maryland, Estados Unidos, para filmar um documentário sobre uma bruxa. Jamais foram vistos novamente. Um ano depois, as imagens foram encontradas" são as primeiras palavras que introduzem o filme The Blair Witch Project, ou A bruxa de Blair. Considerado um documentário, o longa-metragem mostra os últimos dias de vida de três estudantes de cinema que entrevistam a moradores de Burkittsville, antiga cidade de Blair, sobre uma bruxa que, segundo uma lenda urbana, havia habitado ali. Depois disto, eles partem para uma das florestas da cidade para produzir e filmar o documentário. Daí comeҫa a mais fúnebre e assustadora fase de suas vidas, que logo chegariam ao fim.
                O que, por muitos, não se sabe é o modo como o filme que chegou aos cinemas foi produzido. O que poderia ser feito com cenas bem ensaiadas, contínuos cortes e intervenções do diretor, foi deixado de lado em partes. Os três atores tomaram aulas de manuseio de câmeras que gravariam as imagens do filme. Eles foram deixados na floresta sem alimentos e outros recursos. Mesmo portando mapas e um GPS – que mais tarde seriam perdidos -, eles realmente não sabiam onde estavam. Isto permitia à produção se esconder na floresta a fim de assustar os atores com sons gravados de gritos de crianҫas, ruidos assombrosos, bilhetes simulando mensagens uns pros outros, o que gerava desavenҫas entre eles. Tudo isso colaborou para que o filme se tornasse mais real. O amadorismo proposital das gravaҫões desencadeia um terror mais “natural” que espanta quem assiste ao filme com os macabros sons ambientes e os movimentos indelicados da câmera.


*** 
               Muitos espectadores do filme o assistem sem saber por inteiro a lenda da bruxa. Eis adiante a história desta sublime personagem, objeto responsável pela criação do filme:

                Em 1785, crianças da cidade de Blair começaram a reclamar de uma certa mulher que as levava à sua cabana para, então, tirar o sangue delas. Acusada de bruxaria, Elly Kedward foi expulsa da comunidade e, por ter enfrentado o inverno rigoroso local, declarada morta. Um ano depois, uma onda de pessoas desaparecidas assustou a comunidade. Entre os sumidos estavam os acusadores de Kedward e inúmeras crianças. Imaginando, assim, que a cidade estava amaldiçoada, os habitantes de Blair abandonaram a cidade, até que em 1874 fosse fundada Burkittsville no mesmo local. Uma série de acontecimentos estranhos se sucedeu, como contínuos desaparecimentos de crianças, adultos e descobertas de corpos assassinados e, muitas vezes, eviscerados.



19 de abril de 2011

LSD: a viagem psicodélica

         Que nos bailes o seu pai usava topete e sua mãe, minissaia, você já sabia. Mas o que pode não ter passado pela sua cabeça é que, nos anos 60, nos bastidores da balada, The Rolling Stones perdia seu espaço para algo mais radical: o LSD. Com a explosão das drogas alucinógenas, a dietilamida do ácido lisérgico (LSD) atingiu o seu auge fez milhões de pessoas “viajarem” no movimento psicodélico.

Toque psicodélica em foto por
 Lindon Wade

         Alucinações, psicose, sentimento de êxtase e surtos de esquizofrenia. Sentir o cheiro de sons e enxergar detalhes do mundo de uma forma assustadoramente ampliada são efeitos do LSD. Uma dose da droga, que corresponde a 100 ou até 500 microgramas (aproximadamente um décimo da massa de um grão de areia), podem levar o usuário a uma “viagem” de até doze horas.
         Apesar de ter sido ilegalizado logo que atingira o seu auge, o LSD continuou movendo camadas de adeptos. Segundo uma pesquisa dos EUA, os usuários da droga são, em sua maioria, jovens e adultos entre 18 e 22 anos e de boa formação escolar. Ela é ingerida por 600.000 pessoas a cada ano e até hoje pelo menos 23 milhões de pessoas já a provaram pelo menos uma vez. "Eu adoro drogas psicodélicas, curto me relacionar com pessoas psicodélicas", declarou uma usuária da droga que não quis ser identificada para o documentário Inside LSD (Dentro do LSD), da National Geographic. "Pelo preço de uma entrada no cinema (...), pode levar você para uma viagem psicodélica de 12 horas".

         A lista dos que usam o LSD vai além dos que o procuram por lazer. A droga também é utilizada em tratamentos medicinais como no psicológico de pacientes, já que suas substância aumentam a atividade do cérebro e abre “As Portas da Percepção”, deixando os sentidos mais aguçados e fazendo com que o usuário tenha mais conhecimento sobre si mesmo. Os efeitos do LSD são úteis também no alívio de dores excessivas como as do parto natural e as de enxaquecas severas. 
         Autoridades de saúde da Espanha declararam que o consumo do LSD via globo ocular é um fenômeno que tem se alastrado pelos usuários. Consumida por via oral, a droga demora aproximadamente 40 minutos para fazer efeito, enquanto pelo globo ocular basta esperar 15 minutos.
         Seja qual for a forma de consumo da droga, os efeitos surpreendem o usuário tanto positiva quanto negativamente. Duas gotas do LSD podem ter levado milhões de adeptos ilegais a uma viagem psicodélica de destino ao céu ou ao inferno. Ou, por que não, os dois.
 

Um pouco mais do psicodélico, em Video Art:


THE BORNLESS SPIRIT from Larry Carlson on Vimeo.

11 de março de 2011

A verdade sobre os CONTOS DE FADAS (PARTE II)


Próxima sexta-feira: mutilação e muito sangue nos contos de fadas.
Nesta semana a seção Contos de Fadas traz a verdade sobre A Bela Adormecida.

            Com uma farpa encravada debaixo de sua unha, a bela cai desacordada em sua cama. É aí que começa o pesadelo da jovem adormecida. O príncipe, nem um pouco encantado, é um anão e, quando vê a adolescente dormindo, sente prazer por ela. Não rendendo-se a qualquer bom modo que um príncipe do bem teria, ele estupra a garota e acaba deixando-a ali, mesmo: adormecida e grávida.
            Mês vai, mês vem, e o príncipe continua fazendo visitinhas – se é que você entende - à sua amada, que acaba dando a luz aos seus filhos ali, mesmo: na solidão de sua cama. E adormecida, vale constar. O seu sono só chega ao fim quando um de seus dois filhos recém nascidos chupa o sangue de seu dedo, a procura de leite, e acaba tirando a farpa que ali estava presa.
            Numa visita ocasional à amada, o príncipe descobre que ela está acordada e a pede em casamento – pelo menos isso. Mas não, essa não é – ainda – a hora do “felizes para sempre”. Com o casal morando junto no castelo, a sogra da bela acordada aproveita-se da situação e tenta comer vivos tanto sua nora quanto os dois filhos dela. O príncipe descobre o plano e ordena o assassinato da sua própria mãe. Isso, sim, é um verdadeiro conto de fadas.


Clique aqui para ler a parte I da seção Contos de fadas.


9 de março de 2011

O campeonato de sexo - quase - de verdade

  
              Há quem se preocupe com a miséria sexual. Para estes, o Air Sex World os permite, de certa forma, abordar as relações sexuais de uma maneira criativa e bem humorada. Trata-se de um campeonato norte-americano que o participante finge uma relação sexual ou masturbação com um parceiro imaginário. Sempre encenando um orgasmo no final, o competidor pode tanto encenar um momento de prazer que já lhe aconteceu, ou algo fictício. A criatividade é o que vale, contanto que o ator mostre como ele fez ou gostaria de fazer.
                O participante, além de ser desinibido, precisa ser ágil: tem apenas dois minutos para mostrar seus dotes eróticos imaginários. Mas não precisa ser tão sem vergonha assim, já que é ficar despido é proibido – ainda. Apesar disso, são poucas as regras que o campeonato possui como a simulação do clímax sexual no final das apresentações e a escolha, pelo competidor, de uma música como plano de fundo.
                O julgamento é sempre feito por artistas famosos, músicos, humoristas e juízes do próprio campeonato  - vale ressaltar que estes últimos têm que entender muito sobre o assunto – e na última rodada, a escolha do vencedor fica a critério do público. A premiação do campeonato local pode ser tanto uma vaga na competição regional quanto mundial do Air Sex World. Os prêmios só não são uma noite com uma Juliana Paes ou Reynaldo Gianecchini porque o sexo da competição é irreal... e o parceiro também.



Para acessar o site oficial do Air Sex World, clique aqui.

4 de março de 2011

A verdade sobre os CONTOS DE FADAS

            Sexo, fome e violência não são as melhores palavras para definir contos de fadas, certo? Errado. Há séculos atrás, mais precisamente no 16, historinhas como a da gata borralheira e da jovenzinha de chapéu vermelho que você conhece não eram coisa de criança. A Cinderela sofria assédio sexual do seu pai, Chapeuzinho Vermelho fazia strip-tease para o lobo mau e o príncipe de A Bela Adormecida era um anão pervertido.
            No século 16, fome, pobreza e violência faziam parte do cotidiano das pessoas. Os camponeses trabalhavam sem descanso e, como uma forma de distração, contavam histórias. Elas sempre tinham como moral algo relacionado ao contexto histórico da sociedade de quem as contava. Daí surgem contos como Chapeuzinho Vermelho e João e Maria. Ainda nesta época, não havia diferença entre crianças, jovens e adultos: todos agiam, dividiam tarefas, falavam e faziam coisas em geral da mesma forma. Isto explica o caráter de várias personagens.
            As historinhas ingênuas e puras que sua mãe contava para você surgiram apenas no século 18. Bondosos e preocupados com o futuro das novas gerações, escritores como Charles Perrauld e Jacob e Wilhelm Grimm reuniram várias versões dos contos e os reescreveram, sendo fieis aos traços culturais de sua realidade e sem que houvesse relatos de estupro, canibalismo e exibicionismo.
            O que acontece, na verdade, é que os contos de fadas sofreram as mudanças conforme iam sendo contadas em diferentes sociedades e épocas, sendo adaptadas às situações, culturas e ouvintes. Isso não induz ao pensamento, porém, de que as histórias perderam a sua graça e originalidade. Afinal, há quem goste da narrativa infantil dos três porquinhos, mas também há quem conte os detalhes picantes do conto original de Chapeuzinho Vermelho.

            Com direito a strip-tease e assassinatos, a original história da Chapeuzinho vermelho – que, na verdade, não vestia chapéu algum – mostra que os franceses do século 18 não tinham medo de mexer com tabus. O lobo matava a vovó, fatiava a sua carne e enchia uma garrafa com o seu sangue, que mais tarde ofereceria para Chapeuzinho. Depois da “refeição”, o lobo obriga Chapeuzinho a despir-se e deitar-se com ele. “O que eu faço com meu vestido?”, perguntou a jovenzinha. Não, ela não hesitou em tirar suas vestes. “Jogue na lareira. Você não precisará mais disso”, respondeu o lobo. E assim continuou a conversa a cada peça de roupa que Chapeuzinho tirava.
Sem perguntar para quê servia os olhos, orelhas e nariz do vilão, a garotinha sente os notáveis pêlos do lobo e dizia algo como “Nossa, vovó, como a senhora é peluda!”, e ele respondia “É para te aquecer, netinha”. Também falava de suas unhas compridas e de seus ombros, sempre com um tom sensual. Até que Chapeuzinho diz as suas últimas palavras: “Vovó, que dentes grandes a senhora tem!”. E então, sem caçador para resgatar as vítimas, o lobo finaliza o conto com um “São para te comer” e devora violentamente a menina.

A moral do conto vai muito além da abordagem do estupro e do incesto da França no século 16. Chapeuzinho vermelho representa os seus anseios e curiosidades sexuais de qualquer pré-adolescente, também cheio de ingenuidade. Já o lobo mau retrata o homem, ou por que não mulher, mal intencionado sexualmente. É uma realidade que atravessou gerações.


Próxima sexta-feira: estupro e canibalismo nos contos de fadas.

2 de março de 2011

Espetáculo bizarro


            Malabaristas, palhaços e animais treinados são atrações típicas dos circos atuais, mas a realidade era outra há anos atrás. Em 1887, nos Estados Unidos, surgiu o Barnum and Bailey Circus, um show de aberrações que divertia e aterrorizava o respeitável público. Eram aberrações e anomalias humanas das mais raras e diversas, vindas de diversas partes do mundo. Ah, e claro, os charlatões também tinham o seu lugar.
            Você, que se encontra impossibilitado de voltar ao tempo e presenciar o show, ou simplesmente ver as aberrações na esquina da sua casa, contente-se com os relatos de O contador de odisséias sobre as maiores atrações dos espetáculos circenses dos séculos XIX e XX.


A MULHER DE QUATRO PERNAS
        Josephine Myrtle Corbin nasceu com dipygus, uma anomalia que consiste em ter duas pélvis separadas lado a lado. Melhor dizendo: haviam duas pernas extras. Isso aconteceu pelo impossível desenvolvimento de sua irmã siamesa, fazendo com que suas pernas não se separassem da forma ideal. Josephine ficava de pé com as duas pernas do meio, mas elas não podiam agüentar o peso do corpo por muito tempo. 




O HOMEM LAGARTO
Enrolava e fumava cigarros, escrevia, pintava e se barbeava. Isso tudo sem os seus membros inferiores e superiores! Não é de surpreender que Prince Randian atraísse tantos espectadores no circo de PT Barnum. Conhecido como ‘homem lagarto’, Radian vestia uma roupa de lã, que mais parecia uma meia gigante, e em suas apresentações, contorcia-se para locomover-se, aumentando o seu aspecto de anelídeo, já que se parecia com uma minhoca. E para completar a sua surpreendente história de vida, o sujeito ainda teve uma esposa e cinco filhos. Animal (no amplo e literal sentido da palavra)!
 


A MULHER CAMÊLO
        Não, ela não foi a musa inspiradora do Curupira, mas muitos fazem a ligação entre a personagem e esta sublime mulher. A diferença é que, além de Ella Harper locomover-se através de seus membros superiores e inferiores, eram os seus joelhos que ficavam para trás, e não os pés. A deformidade fez de Harper uma das maiores atrações do W. H. Harris’s Nickel Plate Circus. Alguém duvida?
 

 CABEÇA DE ALFINETE
Schlitzie fez sucesso em vários circos em meados de 1925, chegando, posteriormente, a encenar em filmes. A razão de toda essa fama foi a sua microcefalia, uma doença responsável pela formação de um cérebro minúsculo, sua miopia e seu retardo mental acentuado.
  



 


O REI LEÃO
       Stephan Bibrowsky nasceu com uma doença chamada hipertricose. Com apenas 50 casos documentados ao redor mundo, a doença causa excesso de pêlos em todo o rosto do portador. Assim, Bibrowsky ficou conhecido como o “homem com cara de leão”. Famoso na Europa, o jovem viajava e fazia shows, mas sua intenção não era apenas mostrar a sua característica ímpar, mas fazer com que as pessoas vissem que apesar da sua anomalia, era capaz de ser dotado de inteligência e de poder falar até cinco idiomas

23 de fevereiro de 2011

Desvendadora de profissões: a inovação!

Dúvidas sobre qual rumo tomar em sua vidinha pacata? Não deixe de aderir à esta inovação!

          Agora que você já sabe qual a profissão da sua vida, fique esperto nas super dicas que O contador de odisséias preparou!

COVEIRO
Como um ser humano generoso, a sua tarefa na terra é enterrar os corpos dos pobres seres que já partiram daqui. Parabéns, esta é uma das profissões mais caridosas do mundo.

GÂNGSTER
Talvez aquele seu amigo que todos vivem dizendo para você se afastar, por ser má influência, seja a chave para o seu sucesso. Convide-o para uns roles à meia noite, assaltem bancos, abordem mocinhas. Mas não se esqueçam de usar luvas.

SERIAL KILLER
Se você for bipolar, melhor ainda. Especialistas na área indicam atacar à noite, assistir a filmes inspiradores como “O psicopata americano” e ter um escritório próprio e numa localização estratégica.

ATOR/ATRIZ PORNÔ
O seu sensual seduction não nega a natureza erótica já nascida em você. Faça dessa arte a sua profissão! Vista a sua melhor lingerie e vá hoje, mesmo, à procura do seu sucesso profissional.

SEM PROFISSÃO
Você foi escolhido por uma força sobrenatural para não ter vocação em nenhuma das invejáveis profissões ao lado. Contente-se em ficar em casa às segundas-feiras assistindo a Sessão da tarde.



Pronto! Agora é só seguir as dicas acima e, é claro, ter muito jogo de cintura para conquistar o seu lugar no mundo e fazer dele algo melhor. Ou pior.

21 de fevereiro de 2011

O museu das alucinações

   Esqueça aquele museu da sua cidade que você e sua turma do colégio visitaram no jardim de infância. A não ser que ele seja o Glore Psychiatric Museum, antigo hospital de tratamento psiquiátrico que guarda macabros relatos sobre pacientes portadores de doenças mentais.


        O museu exibe quatro andares de instrumentos históricos do tratamento psiquiátrico utilizados nos séculos XVI, XVII e XVIII. À primeira vista, parecem ser instrumentos de tortura, mas há quem diga que não são. Será? Com manequins simulando o que acontecia no dia-a-dia do hospital, quem visita o lugar se depara com vômitos conservados de pacientes e rodas de hamisters em tamanho gigante, onde se podia correr numa velocidade absurda e numa distância sem fim.

   Também havia as cadeiras “tranqüilizadoras” que pacientes poderiam ficar presos por até seis meses e o banho “surpresa”, que consistia numa banheira onde ficava o paciente e, atrás dele, escondia-se o médico suspenso numa plataforma de forca para que pudesse jogar água na “vítima” sem que ela soubesse. Caso você ainda não ache o bastante, é possível também fazer uma visita ao necrotério em funcionamento no porão do museu, além de ver carros personalizados pelos próprios pacientes. 
Portanto, da próxima vez que for sair com os velhos amigos do colégio, não deixe de convidá-los a dar uma passadinha no Glore Psychiatric Museum. Asseguro que todos sairão de lá satisfeitos, felizes e mentalmente sãos. Ou não.

 
O "banho surpresa"



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