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2 de maio de 2011

O tuiteiro que cobriu a morte de Bin Laden - mas não sabia

         Abbottabad, 1 da manhã e... um novo tweet. É o que se pode ver pelo que foi publicado no microblogging Twitter de Sohaib Athar, morador local que descreveu em tempo real partes do ataque estadunidense responsável pela morte do terrorista Osama Bin Laden. O mais curioso disso é que a operação aconteceu a quilômetros da casa de Athar e, mesmo narrando o acontecido, ele não fazia idéia do que estava acontecendo. "Helicóptero sobrevoando Abbottabad a 01:00 (é um evento raro)”, escreveu quando provavelmente percebeu algo estranho no ar, literalmente.
         "Um enorme barulho de sacudir janelas aqui em Abbottabad. Eu espero que isso não seja o início de algo desagradável :-S” declarou Athar no momento em que um dos aviões explodiu, quando já se sabia que eles eram norte-americanos. E momentos depois, ironizou: "Eu acho que Abbottabat vai ficar tão lotada quanto Lahora que deixei para trás por um pouco de paz e silêncio”, referindo-se a quando se mudou de Lahore, sua cidade natal, para Abbottabad, onde há uma base militar. E então, eis que sua “estratégia de ficar seguro” não passou de teoria.
         Depois de ter sido "descoberto" na internet por seus tweets, Sohaib Athar hoje recebe inúmeros convites de entrevistas de organizações internacionais de mídia. Hoje (2 de maio), ele publicou que “Bin Laden morreu. Não fui eu que o matei. Agora deixem-me dormir”. E isto suscita uma idéia nada original, absurda, mas ainda assim possível: se, por acaso, aparecerem dois aviões sobrevoando a sua pacata cidadezinha, não deixe de tuitar. Ou você vai perder esta chance de ganhar mais seguidores e ficar famoso de bobeira?

19 de abril de 2011

LSD: a viagem psicodélica

         Que nos bailes o seu pai usava topete e sua mãe, minissaia, você já sabia. Mas o que pode não ter passado pela sua cabeça é que, nos anos 60, nos bastidores da balada, The Rolling Stones perdia seu espaço para algo mais radical: o LSD. Com a explosão das drogas alucinógenas, a dietilamida do ácido lisérgico (LSD) atingiu o seu auge fez milhões de pessoas “viajarem” no movimento psicodélico.

Toque psicodélica em foto por
 Lindon Wade

         Alucinações, psicose, sentimento de êxtase e surtos de esquizofrenia. Sentir o cheiro de sons e enxergar detalhes do mundo de uma forma assustadoramente ampliada são efeitos do LSD. Uma dose da droga, que corresponde a 100 ou até 500 microgramas (aproximadamente um décimo da massa de um grão de areia), podem levar o usuário a uma “viagem” de até doze horas.
         Apesar de ter sido ilegalizado logo que atingira o seu auge, o LSD continuou movendo camadas de adeptos. Segundo uma pesquisa dos EUA, os usuários da droga são, em sua maioria, jovens e adultos entre 18 e 22 anos e de boa formação escolar. Ela é ingerida por 600.000 pessoas a cada ano e até hoje pelo menos 23 milhões de pessoas já a provaram pelo menos uma vez. "Eu adoro drogas psicodélicas, curto me relacionar com pessoas psicodélicas", declarou uma usuária da droga que não quis ser identificada para o documentário Inside LSD (Dentro do LSD), da National Geographic. "Pelo preço de uma entrada no cinema (...), pode levar você para uma viagem psicodélica de 12 horas".

         A lista dos que usam o LSD vai além dos que o procuram por lazer. A droga também é utilizada em tratamentos medicinais como no psicológico de pacientes, já que suas substância aumentam a atividade do cérebro e abre “As Portas da Percepção”, deixando os sentidos mais aguçados e fazendo com que o usuário tenha mais conhecimento sobre si mesmo. Os efeitos do LSD são úteis também no alívio de dores excessivas como as do parto natural e as de enxaquecas severas. 
         Autoridades de saúde da Espanha declararam que o consumo do LSD via globo ocular é um fenômeno que tem se alastrado pelos usuários. Consumida por via oral, a droga demora aproximadamente 40 minutos para fazer efeito, enquanto pelo globo ocular basta esperar 15 minutos.
         Seja qual for a forma de consumo da droga, os efeitos surpreendem o usuário tanto positiva quanto negativamente. Duas gotas do LSD podem ter levado milhões de adeptos ilegais a uma viagem psicodélica de destino ao céu ou ao inferno. Ou, por que não, os dois.
 

Um pouco mais do psicodélico, em Video Art:


THE BORNLESS SPIRIT from Larry Carlson on Vimeo.

9 de março de 2011

O campeonato de sexo - quase - de verdade

  
              Há quem se preocupe com a miséria sexual. Para estes, o Air Sex World os permite, de certa forma, abordar as relações sexuais de uma maneira criativa e bem humorada. Trata-se de um campeonato norte-americano que o participante finge uma relação sexual ou masturbação com um parceiro imaginário. Sempre encenando um orgasmo no final, o competidor pode tanto encenar um momento de prazer que já lhe aconteceu, ou algo fictício. A criatividade é o que vale, contanto que o ator mostre como ele fez ou gostaria de fazer.
                O participante, além de ser desinibido, precisa ser ágil: tem apenas dois minutos para mostrar seus dotes eróticos imaginários. Mas não precisa ser tão sem vergonha assim, já que é ficar despido é proibido – ainda. Apesar disso, são poucas as regras que o campeonato possui como a simulação do clímax sexual no final das apresentações e a escolha, pelo competidor, de uma música como plano de fundo.
                O julgamento é sempre feito por artistas famosos, músicos, humoristas e juízes do próprio campeonato  - vale ressaltar que estes últimos têm que entender muito sobre o assunto – e na última rodada, a escolha do vencedor fica a critério do público. A premiação do campeonato local pode ser tanto uma vaga na competição regional quanto mundial do Air Sex World. Os prêmios só não são uma noite com uma Juliana Paes ou Reynaldo Gianecchini porque o sexo da competição é irreal... e o parceiro também.



Para acessar o site oficial do Air Sex World, clique aqui.

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