16 de julho de 2012

Big Mac: índice comestível


Se você nunca se imaginou comprando um Big Mac pensando que o preço que pagou por ele poderia medir a valorização de qualquer moeda em todo o mundo, acredite: há quem o faça.  O Índice Big Mac (ou Big Mac Index) existe há 26 anos e foi criado pela revista inglesa The Economist para determinar o quão sobre ou subvalorizada está determinada moeda.

Por ser um produto vendido em todo o mundo - inclusive na Índia, onde as carnes de hambúrguer são feitas à base de soja –, a variação do preço do Big Mac oscila muito entre os países. Os dados são obtidos a partir da comparação do custo do hamburguer entre os Estados Unidos e o de algum outro país. Entenda: se nos Estados Unidos o produto vale 4 dólares e em algum país europeu 4 euros, há uma equivalência no seu preço.

No Taiwan, por exemplo, o preço de um Big Mac corresponde a aproximadamente US$ 2,50, ou seja, há uma desvalorização de 7% ante o dólar. Já na Colômbia, há uma supervalorização de 108% diante do dólar: colombianos pagam em torno de US$ 4,54 pelo hambúrguer. No ranking elaborado pela The Economist, o Brasil situa-se em quarto lugar, sendo US$5,68 o custo do produto.



13 de julho de 2012

Sexta-feira 13: The Beatles e mensagens subliminares

Sexta-feira 13: dia Internacional do Rock. Enquanto os medos e superstições de alguns se misturam com a história e a mitologia, outros aproveitam o dia para prestar homenagens e ouvir as canções de seus ídolos do rock. Mas os dois se confundem muitas vezes e o Odisseias traz duas análises fúnebres sobre capas de álbuns da banda britânica The Beatles que apresentariam mensagens subliminares.


Abbey Road - 1969



Abbey Road é o nome de um estúdio musical e de uma rua londrina, onde foi tirada a fotografia da capa do álbum que leva o mesmo nome. A imagem sugeriria uma representação do funeral de Paul McCartney ocasionada por um acidente de carro em 1966.  John Lennon, de branco e cabelos e barba longos, seria o padre que conduziria a cerimônia. Ringo Starr, de preto, o agente funerário. Paul McCartney, o cadáver, estaria vestido como um corpo num caixão: vestido com trajes formais e descalço por seguir a tradição inglesa em que os corpos mortos, quanto enterrados, permanecem sem sapatos. E o último, George Harrisson em jeans, o coveiro. A direção que eles seguem coincide com o caminho para um cemitério próximo daquele local.
Na Inglaterra dirige-se na mão esquerda, por isso há um carro preto estacionado na direita de frente para a foto. O automóvel possui o mesmo modelo dos utilizados por funerárias inglesas na época. Na esquerda, há um carro na direção de McCartney, porém há metros de distância. É como se o cantor já tivesse sido atropelado. Para completar, o fusca branco tem em sua placa as letras "LMW", o que para muitos significa "Linda (esposa de Paul) McCartney Widow" (em português: Linda McCartney Viúva).


Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band - 1967


Mensagem oculta: outro funeral. Desta vez, com vários artistas como Bob Dylan, Marilyn Monroe e Marlon Brando. A presença – e ausência - de algumas celebridades polemizou: Aliester Crowley, que ficou conhecido por seus escritos sobre magia, cabala e esoterismo, aparece na capa. A aparição da figura de Jesus Cristo foi descartada por John Lennon ter afirmado, um ano antes do lançamento do CD, que a banda era mais popular que ele. Outras personalidades também foram retiradas da capa, como Gandhi - para evitar ofensas ao povo indiano -, Karl Marx e Hitler - que, segundo o jornal inglês The Independent On Sunday, estaria quase imperceptível entre Ringo Starr e o nadador e ator Johnny Weissmuller.
Pode-se observar que as flores amareladas juntas têm forma de um contrabaixo para canhoto. Isto porque Paul McCartney era destro. Já as vermelhas formam a letra "O" no final da palavra "Beatles", o que significaria "Be at Leso", em português, “Esteja em Leso”, uma ilha grega escondida onde o corpo de Paul estaria enterrado.



11 de julho de 2012

Little Monsters: rede social para Bad Romances



Entre todos os atributos que contribuem para consolidar como marca o nome da cantora norte-americana Lady Gaga, eis que surge mais um: sua própria rede social, a Little Monsters. O site entrou no ar ontem, 10 de julho, e o seu nome remete à forma que a artista chama seus fãs e seguidores.
O acesso ao conteúdo pode ser feito por meio da criação de uma conta através de e-mail, Facebook ou Twitter. O esquema já é conhecido: cria-se um perfil, seguem-se usuários, trocam-se informações, as quais imagens são as mais comuns. Há espaço para publicação de imagens, vídeos e notícias, discussões, eventos.
O Little Monsters tem a opção Curtir e, como seria no Facebook, o “não curti”. Também há salas de bate-papo criadas pelos próprios usuários com temas diferenciados como “Brasil Monstros” e “Gay Monsters”. O chat é aberto e não é necessário ser amigo da pessoa que se pretende conversar.
A plataforma foi criada pela companhia start-up Backplane, situada em Palo Alto, na California. A empresa afirma que redes sociais voltadas para outros artistas ainda serão criadas. Quem seria o próximo? Alguém ouviu “Justin Bieber”?


9 de julho de 2012

Solar City Tower: projeto arquitetônico para Olimpíadas de 2016



O Solar City Tower, projeto realizado pela empresa suiça de arquitetura e design RAFAA, foi um dos trabalhos concorrentes de uma competição promovida pela agência internacional de concursos arquitetônicos Arquitectum. A obra seria construída na Ilha de Cotunduba, lo bairro carioca do Leme, como ato de comemoração às Olimpíadas de 2016.

A ideia principal foi construir um prédio não apenas icônico que parecesse uma cachoeira,  com um elemento da natureza inteiramente edificado por mãos humanas. O foco na sustentabilidade transmitiria ao mundo uma mensagem de visão do futuro diante da iminente era pós-petróleo. Durante o dia, a usina de energia solar da obra abasteceria a cidade do Rio de Janeiro e a Vila Olímpica enquanto a água do mar seria bombeada na torre. Com o chegar da noite, toda a água armazenada cairia prédio abaixo, produzindo energia elétrica para a cidade e a torre.

Com 105 metros acima do mar, o “edifício-cachoeira” contaria com lojas, cafeteria, plataforma para bungee jumping, anfiteatro, elevador e uma sacada com vista panorâmica do local no topo da torre. A ideia é ousada e inovadora, mas provavelmente não sairá do papel.







29 de janeiro de 2012

Dor, sangue e alto relevo em método extremo de body modification



Tão permanente como a já tradicional tatuagem, porém mais dolorosa que ela, a escarificação consiste em cortar ou queimar a pele na forma de um desenho. Esta técnica de modificação do corpo atinge um aspecto tridimensional, já que ela é, em sua essência, uma cicatriz. Após isto, a ferida precisa ser irritada para forçar o crescimento do tecido de granulação. Quanto mais a ferida for "agitada", melhor o resultado e mais alto o relevo da cicatriz. Cicatriz esta que levará não menos que seis semanas para acontecer, ainda que o desenvolvimento do tecido queloidal demore meses.
Muitos escolhem a escarificação para marcar seu corpo como forma de simbolizar uma passagem de sua vida, um estado de espírito, uma crença, ou mesmo estética. Comum em tribos da África Ocidental, homens e mulheres utilizam o método para expor a sua identidade, desejos e acontecimentos especiais como casamentos e a chegada da puberdade. Além disso, certas tribos originárias do norte de Gana utilizam o método como uma forma de curar doenças como pneumonia e convulsões.
O método, que chegou ao Brasil há cerca de apenas dez anos, ainda não tem muita popularidade no país e o número de profissionais na área é limitado. Sua maior aceitação é em países e locais que apresentam maiores índices de doenças infecciosas, o que pode indicar falta de higiene e inapropriada esterilização dos equipamentos utilizados em estúdios.

       






27 de janeiro de 2012

Anonymous: como ataque deixou sites como o da FBI fora do ar



Diante dos fatos que se sucederam nas últimas semanas, como o FBI e autoridades norte-americanas tirarem do ar, além outros 18 sites, o Megaupload, suscita-se uma pergunta: como uma comunidade online como a Anonymous, cuja identidade dos membros não é revelada, conseguiu deixar fora de funcionamento sites como o da FBI, do Departamento de Justiça dos Estados Unidos e da produtora Universal Music?
O ataque aos sites foi realizado através do uso do DDoS (sigla em inglês para Distributed Denial of Service), um ataque de negação de serviço,  que é uma forma usada para deixar recursos de um sistema off-line e é executado por um programa de computador, o Low Orbit Ion Cannon (LOIC). Ataques como esse precisam de um computador mestre que comande milhares de outros, também chamados de zumbis. Ele estabelece uma data e hora para que os outros PCs infectados acessem simultaneamente a um determinado recurso de um determinado servidor. Isto fez com que o número de usuários online chegasse ao limite do qual o servidor era capaz de atender ao mesmo tempo, fazendo com que os sites ficassem fora do ar.
Entender o quão sucesso obteve a operação e a dimensão dos fatos pode fazer com que muitos acreditem que o “Anonymous continuará os protestos pelo Megaupload através de ataques DDoS”, afirmou o escritor de assuntos relacionados a negócios e tecnologia Steven J. Vaughan-Nichols em seu blog Networking.


20 de janeiro de 2012

#grifeinumlivro: literatura em trechos e imagens


Sem precisar ler o livro inteiro ou mesmo entender o contexto da história, no “Grifei num livro” leitores destacam um trecho da obra que está lendo, fotografam a página com o Instagram e publicam a imagem com a hashtag #grifeinumlivro. O projeto foi iniciado a partir de uma ideia simples e criativa do jornalista Kleyson Barbosa, que criou um Tumblr onde ele mesmo grifava as frases que publicava.
Os internautas podem participar não apenas utilizando o Instagram, mas também mandando suas próprias fotografias com os trechos já destacados e sugestões para o Tumblr do projeto. São diferentes gostos literários em diversos pequenos grifos, palavras simbólicas escritas em papel e disseminadas pelo virtual, grandes reflexões geradas por uma ideia tão simples.


Entenda o projeto pelas imagens abaixo, retiradas deste link.








23 de dezembro de 2011

Sorteio de fim de ano: suas odisseias contadas por fotos


Boas odisseias de fim de ano são cheias de sol, praia e... sorteios. Para celebrar o primeiro Natal e Ano Novo do blog, você está convidad@ para participar do sorteio, realizado em conjunto com a cat-us , de duas Máquinas Fotográficas Sony Cyber-shot – DSC-W560 – 14.1 Megapixels – 4x Optical Zoom – 3.0″LCD screen. Caso você seja @ ganhador, uma das câmeras será sua e a outra do proprietário do site.



Para participar, responda “Qual site você quer que ganhe com você?”. A resposta, O Contador de Odisséias.
Participe do sorteio e, quem sabe, conte suas odisseias por fotos de uma Sony Cyber-shot.







19 de dezembro de 2011

Sanitário de três rodas: uma motocicleta-privada


Ousada e inovadora, a Toilet Bike Neo surge com um novo conceito de energia verde - e assento. Quem vê o veículo de três rodas logo nota a "privada" onde o condutor se acomoda e produz algo capaz de fazer a engenhoca entrar em movimento: o biogás. Biogás, palavra singela para o que neste caso, num termo mais comum, seria fezes.
A empresa japonesa TOTO, responsável pela criação do automóvel, é acompanhada por um rolo de papel higiênico gigante para tornar o a produção da energia limpa ainda mais "limpa". Além disso, a motocicleta executa músicas, "escreve" mensagens no ar através por meio de imagens de luz residual e conversa sobre temas como clima e negócios.

6 de dezembro de 2011

Ilhas móveis, bilionárias e surreais


         Para onde fugiriam os ricos deste planeta diante da suposição de que impostos sobre elas aumentariam? Para ilhas móveis, é claro. A resposta é de Scott Adams, cartunista estadunidense, criador da série Dilbert. Num artigo de sua autoria publicado blog Life and culture , do The Wall Street Journal, Scott baseia a sua afirmativa no fato de que “o país está sem dinheiro, pobres não o têm, ricos têm, e a classe média descobriu como o voto funciona”. Impossível? Surreal? Adams afirma que “se um bilionário pode escapar da tributação deixando o seu país para trás, ele economizará mais que o suficiente de dinheiro para pagar por sua fortaleza flutuante de maravilhas.
         Porque, porém, não se mudaria a nobreza para países mais “humildes”? Scott vê isto uma escolha irreal, considerando que uma classe abastada não se sujeitaria a encarar guerras, terrorismo, poluição e secas. Sendo assim, a conclusão que ele chega é que o oceano é o lugar mais seguro do mundo. “Mas e os furacões? E os piratas?”, você se pergunta. O fenômeno natural marítimo não é problema quando se usa corretamente a tecnologia de dessalinização. Quanto aos ladrões do alto-mar, se “um bilionário tem dinheiro suficiente para comprar uma embarcação do tamanho de uma ilha, ele provavelmente tem o suficiente para equipá-lo com força-aérea, radar, sonar...”, afirma Scott – ironicamente.
         Mas como nem toda a ironia corresponde à irrealidade, o cartunista também fala de possíveis breves avanços tecnológicos que acompanhariam o das ilhas móveis, como jardins hidropônicos, pesca flutuante e energia gerada pela força das ondas. Só o dinheiro para pagar tudo isso que provavelmente não nascerá em árvore.

Planta real para uma ilha irreal

4 de dezembro de 2011

Como surgiu o trollface?



        Eis que, um dia, um rapaz se arrisca a rabiscar no Paint o que deveria ser um desenho chamado Rape Rodent. Tentativa frustrada. O resultado disso foi um rosto provido de um sorriso atrevido, que mais tarde seria um dos mais conhecidos do mundo virtual.
Trollface, ou Coolface, este meme foi criado por Whinne, membro do Deviantart, uma comunidade de arte online. A caricatura começou a ser popularizada em 2008, no portal virtual 4chan, onde teve a sua primeira aparição. Aquele novo desenho de um rosto com o sorriso largo parecia ser bem sugestivo para os internautas: engraçado, travesso e, por que não, irônico. Características estas que definem bem a boa “trollagem”. “Originalmente, o Trollface foi uma representação exata de como alguns indivíduos, quando se engajando numa comunidade conhecida por ter uma grande presença de trolls, usam o pretexto de “trollar” para se desculparem de um raciocínio pobre.”, disse Whinne a uma entrevista concedida ao Deviantart. Um exemplo disso seria um debate entre dois membros, dos quais um percebe a invalidade de seus argumentos e, como desculpa, diz que estava apenas "trollando" o adversário  por diversão.
As histórias em quadrinhos nas quais o Trollface aparece foram criadas com o objetivo de que as pessoas entendessem e lidassem com tais situações de uma forma mais simples e sem estresse. Um acontecimento que seja irritante, e ao mesmo tempo comum a várias pessoas são abordadas nas historinhas "[...] e pessoas podem rir sobre isto sem ficarem frustradas”, afirmou Whinne. Prova disso são os milhares de quadrinhos que, pensados, criados, editados e publicados, hoje circulam pela internet e são altamente aceitos em blogs e redes sociais.

19 de outubro de 2011

Um novo fim para endereços eletrônicos

Considerada uma das maiores mudanças da internet em todo o mundo, a criação de novos sufixos para as URLs prometem acabar com o monopólio ponto com na rede. A decisão foi feita pela agência responsável pela vigência dos endereços eletrônicos, a ICANN - Internet Corporation for Assigned Names and Numbers –, e os registros poderão ser feitos a partir de janeiro de 2012.
O interessante é que não importa a palavra nem o idioma dela: qualquer vocábulo poderá estar na terminação de um endereço eletrônico. Se, por exemplo, sua empresa de turismo se chamar Subway, basta escolher sufixos como .turismo, .travel ou até . туризм para que se diferencie de uma rede de restaurantes fast food com o mesmo nome.
                Mas claro, nem tudo é simples assim: o valor a se pagar por cada novo registro será de aproximadamente R$ 220mil, além de R$ 45mil por ano. A medida é uma precaução que procura evitar a ação de “cambistas” virtuais, pessoas que comprariam registros com nomes correspondentes aos de grandes empresas pelo preço de custo e depois os revenderiam por um valor muito mais alto.

25 de agosto de 2011

Super câmera lenta: o que os olhos não vêem, ela grava com detalhes



Muito além do que vêem os olhos humanos, a Super Câmera Lenta captura detalhes incríveis do que filma. Isto acontece porque a alta potência dessas filmadoras a permitem fazerem gravações de até 20.000 quadros por segundo (FPS), enquanto as câmeras amadoras ou ainda profissionais são capazes de registrar apenas 30 FPS. 'Como assim?', você se pergunta. Entenda: é como se uma super câmera lenta de 5000 FPS gravasse, durante um segundo, cinco quadros a cada milésimo de segundo.
Além da grande capacidade de registro de quadros, este tipo de câmera também possui alta resolução. As super câmeras lentas são bastante utilizadas em programas esportivos e de curiosidades.


Fogo em super câmera lenta, gravado numa Sony FC1000:




Pacotes de salgadinhos sendo abertos em 600 FPS:




Água em super câmera lenta, em 2000-4000 FPS:

21 de agosto de 2011

Multi-bilionário e sem teto


         Se ser multi-bilionário é sinônimo de ter mansões espalhadas pelo mundo, trocar suas Ferraris de mês em mês e viajar os quatro cantos do mundo com um jatinho particular, saiba o que o francês Nicolas Berggruen fez com toda a sua fortuna – ou deixou de fazer.

         Depois de fundar e se tornar presidente da Berggruen Holdings, Berggruen faturou bilhões. Até que um dia ele perdeu a atração em possuir grandes coisas materiais, o que o levou a vender não só o seu carro, mas também a sua mansão na Flórida, EUA. Um rico sem teto, Berggruen hoje vive nada mais que em hotéis. A falta de interesse em adquirir novos bens explica-se quando ele diz, em entrevista a Robert Frank1, jornalista do The Wall Street Journal “...que nós vivemos num mundo materialista. Mas para mim, possuir coisas não é assim tão interessante. Viver num ambiente grande para mostrar a mim mesmo e a outros que eu tenho riqueza não é atrativo. Qualquer coisa que eu possuo é temporário(...).”
         Aos 46, Nicolas Berggruen tem planos de que sua fortuna seja deixada para caridade e a sua coleção de arte para um museu alemão. Segundo a revista americana Forbes, o patrimônio líquido de Nicolas Berggruen, até 2010, foi de 2,2 bilhões de dólares.


1 escreve no blog The Wealth Report, do The Wall Street Journal, que trata de economia e cultura ligados à riqueza.

2 de junho de 2011

Como ter 3 meses a mais por ano

                A idéia parece tentadora para quem precisa de mais algumas horas em seu dia: o sono polifásico propõe que seu praticante durma várias vezes num período de 24 horas, o que pode economizar, em um ano, até três meses de sono. Os cronogramas variam entre 4 cochilos de 30 minutos (chamado Dymayion) e 6 cochilos de 20 (Uberman, o mais praticado) e sua prática saudável pode levar, segundo médicos, até seis meses.
                Segundo André Baudisch1, que já experimentou o sono polifásico, é aconselhável segui-lo quando em situações especiais, “como algum grande projeto, estudos (vestibular), viagens especiais e outros tipos de compromissos que exijam muito tempo”. Engana-se quem pensa que é fácil seguir a este estilo de vida: na fase de adaptação, o cérebro resiste ao curto tempo de sono, já que está acostumado a horas mais longas, além de haver maior cansaço do praticante e, muitas vezes, frustração e arrependimento. Aproximadamente 14 dias depois, o cérebro já se acostumou com o sistema polifásico do sono e começa a proporcionar melhoras na memória e na capacidade de apreensão de informações do indivíduo.
                Outros benefícios do sono polifásico é a maior disposição e mais energia para praticar atividades diversas, maior aproveitamento do dia (obviamente) e maior organização das tarefas. O lado negativo, segundo Baudisch e outros praticantes, é a fase de adaptação, o tédio e a desconexão com o mundo, já que quem é adere aos cochilos em horas variadas do dia acaba criando uma rotina particular, ficando acordado em algumas horas em que a maioria das pessoas estão dormindo.

Nota:
1André Baudisch

13 de maio de 2011

Pessoas bonitas são menos inteligentes?

         A verdade pode parecer uma injustiça das leis naturais, mas pessoas bonitas são, de fato, mais inteligentes. É isto o que prova um estudo da Escola de Economia de Londres, no Reino Unido.  Tendo analisado mais de 50 mil pessoas nos Estados Unidos e na Inglaterra, a pesquisa explica o porquê de a atração física condizer com o QI (Quociente de Inteligência) de um indivíduo.
         “Há uma clara positiva associação entre atração física e inteligência. Quanto mais atrativa fisicamente (...), mais inteligente”, declara Satoshi Kanazawa, psicólogo da Escola, em um artigo publicado no site Psychology Today. Uma equipe da Universidade da Carolina do Norte, a National Longitudinal Study of Adolescent Health (Add Health),  confirma o que Kanazaya disse. Os pesquisadores estudaram jovens medindo o seu QI e avaliando a sua atratividade física numa escala de 5 pontos, sendo 1 para os menos atraentes e 5 para os mais. O resultado foi surpreendente. Para aqueles classificados como “muito pouco atraentes”, o QI médio foi 94,2 e para os “muito atraentes”, 100,7.
         Baseando-se na grande diferença entre as duas classificações, é impossível deixar de confirmar a associação entre beleza e inteligência. E isso retoma à iníqua realidade da vida. Se inteligência muitas vezes escolhe beleza, que pensem os feios: “pelo menos ainda me resta ser feliz”.

2 de maio de 2011

O tuiteiro que cobriu a morte de Bin Laden - mas não sabia

         Abbottabad, 1 da manhã e... um novo tweet. É o que se pode ver pelo que foi publicado no microblogging Twitter de Sohaib Athar, morador local que descreveu em tempo real partes do ataque estadunidense responsável pela morte do terrorista Osama Bin Laden. O mais curioso disso é que a operação aconteceu a quilômetros da casa de Athar e, mesmo narrando o acontecido, ele não fazia idéia do que estava acontecendo. "Helicóptero sobrevoando Abbottabad a 01:00 (é um evento raro)”, escreveu quando provavelmente percebeu algo estranho no ar, literalmente.
         "Um enorme barulho de sacudir janelas aqui em Abbottabad. Eu espero que isso não seja o início de algo desagradável :-S” declarou Athar no momento em que um dos aviões explodiu, quando já se sabia que eles eram norte-americanos. E momentos depois, ironizou: "Eu acho que Abbottabat vai ficar tão lotada quanto Lahora que deixei para trás por um pouco de paz e silêncio”, referindo-se a quando se mudou de Lahore, sua cidade natal, para Abbottabad, onde há uma base militar. E então, eis que sua “estratégia de ficar seguro” não passou de teoria.
         Depois de ter sido "descoberto" na internet por seus tweets, Sohaib Athar hoje recebe inúmeros convites de entrevistas de organizações internacionais de mídia. Hoje (2 de maio), ele publicou que “Bin Laden morreu. Não fui eu que o matei. Agora deixem-me dormir”. E isto suscita uma idéia nada original, absurda, mas ainda assim possível: se, por acaso, aparecerem dois aviões sobrevoando a sua pacata cidadezinha, não deixe de tuitar. Ou você vai perder esta chance de ganhar mais seguidores e ficar famoso de bobeira?

27 de abril de 2011

Os esportes e competições mais excêntricos do mundo




Arremessar anões, correr loucamente em busca de um queijo e jogar hóquei de monociclo parecem loucura para alguns e motivo de risada para outros. No entanto, há quem os considere coisa séria e os pratique por paixão. Estes são os adeptos aos esportes e competições mais exdrúxulos do mundo.

Proibido em alguns territórios do EUA, como na Flórida, esta prática é considerada humilhante aos anões que se prestam a ela. Vista como forma de diversão, o arremesso de anões consiste em amarrá-los num arreio e arremessá-los num colchão. Quem jogar o anão mais longe vence o concurso. Popular em campus de universidades americanas e em bares, o “esporte” pode causar danos à coluna vertebral de quem o pratica.


Criada e realizada na Inglaterra, a competição consiste no arremesso de um queijo morro abaixo, acompanhado de competidores que correm, rolam e chegam até a usar a violência para alcançá-lo. Vence quem conseguir pegar o queijo primeiro. Toda essa confusão resulta em jogadores seriamente machucados, e até com membros quebrados. O Prêmio, porém, não cobre maiores prejuízos como esse. O vencedor ganha apenas o queijo que conseguiu “capturar”.

Como se já não bastasse a dificuldade de jogar hóquei com um patins, agora virou moda fazê-lo com monociclo. Como o próprio nome já diz, os esportistas movem-se por meio de um monociclo e o jogo segue a lógica do tradicional hóquei no gelo. Hoje, o esporte perdeu muitos adeptos e a sua maioria encontra-se na Europa.

O jogo acontece no fundo de uma piscina de até 3,65m de profundidade. O esporte exige muito esforço e resistência física do jogador, que têm como objetivo fazer gols dentro de uma baliza de 3m de comprimento, com o disco apropriado para o hóquei subaquático. 

22 de abril de 2011

Curiosidades sobre A bruxa de Blair, o filme;

                "Em outubro de 1994, três estudantes entraram nas florestas de Burkittsville, Maryland, Estados Unidos, para filmar um documentário sobre uma bruxa. Jamais foram vistos novamente. Um ano depois, as imagens foram encontradas" são as primeiras palavras que introduzem o filme The Blair Witch Project, ou A bruxa de Blair. Considerado um documentário, o longa-metragem mostra os últimos dias de vida de três estudantes de cinema que entrevistam a moradores de Burkittsville, antiga cidade de Blair, sobre uma bruxa que, segundo uma lenda urbana, havia habitado ali. Depois disto, eles partem para uma das florestas da cidade para produzir e filmar o documentário. Daí comeҫa a mais fúnebre e assustadora fase de suas vidas, que logo chegariam ao fim.
                O que, por muitos, não se sabe é o modo como o filme que chegou aos cinemas foi produzido. O que poderia ser feito com cenas bem ensaiadas, contínuos cortes e intervenções do diretor, foi deixado de lado em partes. Os três atores tomaram aulas de manuseio de câmeras que gravariam as imagens do filme. Eles foram deixados na floresta sem alimentos e outros recursos. Mesmo portando mapas e um GPS – que mais tarde seriam perdidos -, eles realmente não sabiam onde estavam. Isto permitia à produção se esconder na floresta a fim de assustar os atores com sons gravados de gritos de crianҫas, ruidos assombrosos, bilhetes simulando mensagens uns pros outros, o que gerava desavenҫas entre eles. Tudo isso colaborou para que o filme se tornasse mais real. O amadorismo proposital das gravaҫões desencadeia um terror mais “natural” que espanta quem assiste ao filme com os macabros sons ambientes e os movimentos indelicados da câmera.


*** 
               Muitos espectadores do filme o assistem sem saber por inteiro a lenda da bruxa. Eis adiante a história desta sublime personagem, objeto responsável pela criação do filme:

                Em 1785, crianças da cidade de Blair começaram a reclamar de uma certa mulher que as levava à sua cabana para, então, tirar o sangue delas. Acusada de bruxaria, Elly Kedward foi expulsa da comunidade e, por ter enfrentado o inverno rigoroso local, declarada morta. Um ano depois, uma onda de pessoas desaparecidas assustou a comunidade. Entre os sumidos estavam os acusadores de Kedward e inúmeras crianças. Imaginando, assim, que a cidade estava amaldiçoada, os habitantes de Blair abandonaram a cidade, até que em 1874 fosse fundada Burkittsville no mesmo local. Uma série de acontecimentos estranhos se sucedeu, como contínuos desaparecimentos de crianças, adultos e descobertas de corpos assassinados e, muitas vezes, eviscerados.



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